Quando falamos em liderança, pensamos nas histórias de sucesso nas organizações. Naquelas pessoas que motivam e inspiram sua equipe para atingir objetivos. Pessoas que enxergam longe e são capazes de valorizar as diferenças e o que cada um tem de melhor, para o sucesso da organização.

Pois é. Esse é o líder que todos nós desejamos ter em nossas vidas. Mas, infelizmente, esse não é o único tipo de liderança que existe.

A liderança tóxica

No mundo corporativo (e também fora dele), existem outros líderes que ridicularizam seus funcionários em público, que provocam conflitos dentro da própria equipe e que provocam profundos danos ao desempenho e à saúde dos seus funcionários e da própria organização. Essa liderança, que contamina o ambiente de trabalho, é chamada por alguns de liderança tóxica. E a palavra é forte mesmo, devido ao poder destruidor dessa liderança.

Pode se imaginar como o comportamento dos colaboradores é diretamente afetado por essa liderança, que afeta não só a produtividade, mas também a autoestima dos funcionários, dentro e fora da organização. Se ultrapassam os limites do respeito, da própria integridade, experimentando sensações verdadeiras de violação e dor.

Ao invés de buscar aliados dentro da organização, a equipe (ou as vítimas de um líder tóxico) tendem a se isolar, se fechar, e a somatizar, podendo adoecer. Uma dessas doenças é a Síndrome de Burnout.

Segundo o Dr. Drauzio Varella, a síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes. De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), cerca de 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema.

Algumas características da liderança tóxica:

  1. O líder ataca a autoestima dos colaboradores, desvalorizando o que fazem com frases do tipo : “Isso é o melhor que você pode fazer?” “Você acha que isso é um trabalho decente?” E faz isso na frente de várias pessoas, gerando um sentimento de humilhação difícil de ser esquecido.
  2. Esse líder também desestimula a criatividade e a contribuição, já que desmerece as novas ideias: “- Essa ideia me faz rir!!”, ou coisas bem mais desagradáveis.
  3. O líder tóxico coloca a competitividade dentro da equipe, não como um estímulo, mas como forma de jogar um contra o outro. Meio que para dividir para não se deixar conquistar. E incentiva a fofoca ou a denúncia de colegas, criando um ambiente de falta de confiança.
  4. Ele ou ela tem seus favoritos que, em geral, reforçam sua liderança isolada, os chamados “puxa-saco”, que abrem mão de sua individualidade, para ser plateia e reforçar as ideias e pensamentos do líder.
  5. O líder tóxico coloca seus interesses acima de qualquer outro (inclusive acima dos interesses da organização). Ele é a peça central. Promove quem o agrada, quem concorda com ele. Não permite vida fora do trabalho, criando estratégias de ameaça para que o trabalhador fique mais e mais horas no trabalho, ainda que não seja necessário.
  6. Ele acha que liderança é poder. E usa esse poder.

Mas o que leva uma pessoa a agir assim?

A resposta rápida seria insegurança ou falta de conhecimento. Mas há muito mais por trás dessa questão. Essas são hipóteses válidas, mas precisamos de maior estudo para entender as razões de cada um.

E por que eles permanecem na organização?

A dificuldade é que, muitas vezes, o líder tóxico sobrevive na organização em função do seu desempenho em determinados projetos. Atingindo metas de vendas, reduzindo custos, etc. Mas, ao se olhar para a trajetória dele, enxergamos um rastro de destruição.

Não é difícil porém perceber que, muitas vezes, esse executivo não percebe seu efeito negativo. E acha que a curva de sua performance será sempre ascendente.

Mas, para ajudar um líder assim a manter sua produtividade no futuro, é preciso fazer com que ele pare e entenda bem o impacto que causa na organização e nas pessoas. Liderar pressupõe pessoas. Pressupõe maximizar os resultados do outro.

Num ambiente de mudança, a equipe precisa produzir e pagar o preço de ter um líder tóxico  pode não valer a pena.

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