A base do coaching é a pergunta. E já ouvi muitas vezes: qual o motivo de tantas perguntas?

Podemos falar muito sobre isso, principalmente no universo do coaching. E a primeira abordagem que escolhi é falar sobre uma das metodologias pelas quais me encantei, por sua simplicidade e capacidade de geração de resultados: o Action Learning.

O Action Learning é uma metodologia de solução de problemas, onde um pequeno grupo trabalha junto em torno do mesmo problema e aprende ao fazê-lo.

Há apenas duas regras básicas. A primeira é inspirada na habilidade de liderar como perguntas, e que garante que a discussão tenha seu foco sobre o que não é conhecido ou entendido, ao invés de focalizar sobre o que as pessoas acreditam ser verdade.

A regra é declarações só podem ser feitas em resposta a alguma pergunta e qualquer pessoa pode perguntar a qualquer outro participante, em qualquer momento.

Pense bem, se já temos a solução, para que perder tempo com isso? Se alguém tiver a resposta correta, sem dúvidas, é só compartilhar. Não precisamos fazer uma reunião para isso.

Mas, se não existe solução clara, aí vale aplicar o Action Learning.

Parte da dinâmica é focada em entender o problema. Explorar diferentes ângulos, novas perspectivas e coisas não vistas.

É essencial compreender o escopo do problema para se ter certeza de que ele seja suficientemente importante para a equipe trabalhar, dada a quantidade de tempo que eles têm disponível.

Começar com declarações e pressupostos normalmente produz defesa e debate sobre qual posição é certa ou correta. Debates normalmente envolvem o que as pessoas já sabem e estão familiarizadas. Criatividade e flexibilidade não são produtos comuns de debates acalorados.

Perguntas, por outro lado, encorajam o questionamento, compartilhamento de ideias e perspectivas e o diálogo. As pessoas se sentem menos defensivas e estão mais propensas a ver o problema do ponto de vista do outro que de seu próprio. Além disso, pode se afirmar que todas as grandes ideias e invenções são o resultado de alguém fazendo realmente uma grande pergunta, ou uma série de perguntas.

Perguntando, pressupomos que queremos ouvir o outro. E a escuta é ferramenta poderosa para o coaching e para qualquer trabalho em conjunto.

A segunda regra básica diz respeito ao papel do coach, que pode interferir a qualquer momento que julgar que exista uma oportunidade de aprendizagem.

O coach de Action Learning não é responsável por dirigir ou guiar as atividades da equipe. Seu único papel é facilitar a aprendizagem, seja na perspectiva do indivíduo, da equipe ou organização.

O coach não dá ou sugere qualquer norma para a equipe além das duas regras básicas. Isso pode ser confuso para os membros da equipe que estão acostumados – e esperam que o coach aja assim – como facilitadores de atividades ou processo. O coach, portanto, faz perguntas que encorajam a equipe a considerar quais normas, papéis, comportamentos e processos melhorarão a performance.

E a reunião flui. Confiar no grupo, confiar no processo. Quer saber mais sobre Action Learning e Liderar através de perguntas? Entre em contato conosco e agende uma demonstração de Action Learning na sua empresa.

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