Um artigo publicado em 2017 pela HBR e escrito por Sabina Nawaz rompe com a máxima da liderança de “não me tragam problemas, tragam-me soluções!”.

Apesar de parecer um contrassenso, a ideia está alinhada aos conceitos modernos de solução de problemas.

Ao querer ouvir apenas as soluções, o gestor está tentando fugir do rosário de lamentações e reclamações, que ocupam seus ouvidos e dão aquela sensação de perda de tempo. Há pouca utilidade em uma exposição onde há muitos apontando culpados na direção contrária a sua e poucos focando no que realmente importa: a resolução do problema.

Mas o que Nawaz coloca é que, raramente, um indivíduo sozinho tem as melhores soluções para os problemas, principalmente quando tratamos de problemas complexos. Para se ter realmente uma abordagem assertiva é necessária a utilização de diferentes pontos de vista e não apenas uma resposta por impulso, como um espasmo para se livrar do problema.

Um problema bem estruturado, fruto de fatos e dados e pouca emoção é a primeira etapa para acabar com o problema de forma mais efetiva.

Nas organizações, existem muitos líderes de boas notícias. Gestores que querem que sua equipe “se vire” para buscar saídas, como um lutador solitário, tentando resolver a guerra sozinho, mesmo quando existem equipamentos e recursos mais apropriados para isso.

O resultado é a perda de tempo, a cultura do fazer sozinho e a tensão pré-discussão, toda vez que é inevitável levar algo não pronto para o seu chefe.

Aí vão algumas dicas de S. Nawaz:

  • Torne o ambiente seguro – e isso começa com o comportamento do líder, para que as pessoas não temam na hora de trazer más notícias. A escuta do líder encoraja a equipe a dar seu melhor e a não esconder os problemas
  • Solicite problemas bem estruturados e sintetizados e não reclamações. As reclamações sempre contêm um vilão e um herói e o herói é sempre quem apresenta o problema. Essa dicotomia esconde a responsabilidade dos fatos
  • Encontre a(s) pessoa(s) certa(s) para resolver o problema. Nem sempre é quem trouxe o problema e nem sempre é uma pessoa só. Buscar os talentos que podem colaborar para a solução é fundamental, assim como determinar qual é a forma de apoio que o time ou pessoa necessita.

Então, da próxima vez que alguém trouxer um problema não saia correndo, sem paciência. Avalie se o problema está bem desenhado, bem pensado. Caso contrário, peça para voltar e trazer o problema bem estruturado. A solução virá bem mais fácil!

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