Recentemente fui apresentada ao conceito de Emotional Agility, desenvolvido pela Dra. Susan David. Mantive a expressão em inglês pela dificuldade que ainda tenho na tradução.

Para a Dra. Susan, Emotional Agility é a capacidade que temos de garimpar, de pesquisar, nossas emoções para que possamos tomar decisões e seguir nossas vidas. O conceito é bastante profundo e ainda estou engatinhando nessa nova abordagem, mas essa agilidade, ou presteza emocional, significa gerenciar as emoções ao invés de lutar contra elas, ou escondê-las.

Conheci a Dra. Susan através de um estudo que ela faz sobre linguagem, sobre nomear as emoções. Raiva não é apenas raiva. Pode ser mau humor, frustração, rancor, impaciência, irritação, e outras mais emoções. Ansiedade pode ser medo, stress, vulnerabilidade, confusão, ceticismo, preocupação, cautela ou nervosismo. E por aí vai.

A emoção é cada vez mais vista como um sistema de sinalização, que nos ajuda a nos conectar com o outro e, principalmente, a entender melhor quem somos. A emoção é a verdadeira porta do autoconhecimento. Nomear a emoção correta é apenas um começo. É verdade que temos medo das palavras, mas temos muito mais medo das nossas emoções.

Entender o que está acontecendo, é fundamental para que possamos seguir adiante. Costumamos parar na superfície dos problemas e não investigamos a fundo o que está por trás. Por isso, as decisões são tão difíceis e demoramos a ter a sensação de que tomamos a decisão correta. E permanecemos num loop eterno, adiando os próximos passos.

Um exemplo. Podemos perceber que estamos estressados. Mas qual é a origem do stress? Família? Trabalho? Pouco sono? Dívidas? E, supondo que seja o trabalho, o que está acontecendo? Insatisfação? Frustração de expectativas? Problemas de relacionamento?

Ao evitar ouvir nossas emoções, ficamos mais longe de solucionarmos os problemas. O stress poderia ser tratado com uma semana de férias, por exemplo. Mas, se o problema é o trabalho, ao voltar, o problema permanece e os sinais de estresse retornam rapidamente.

Parece óbvio, mas não é. Na minha experiência com coaching, tenho visto várias pessoas que conhecem melhor do que ninguém a causa dos seus problemas e como solucioná-los. O desafio é passar da resposta rápida sem pensar, e apoiá-los no aprofundamento do seu conhecimento sobre eles mesmos.

As questões verdadeiras, que só aparecem após retirar a casca, retirar os excessos e as conclusões precipitadas, seguidas por receitas prontas.

Analisar a fundo nossas emoções faz com que possamos continuar caminhando mais leves, sem deixar grandes amarras, que nos puxam para trás e nos impedem de alcançar nossos objetivos.

Todos temos problemas. Todos temos emoções boas e ruins. Resta aprender como lidar com elas, enfrenta-las e produzir algo positivo para nossas vidas, alinhado aos nossos valores.

Ao esconder o que sentimos de nós mesmos, acabamos ignorando os sinais e as mensagens que nosso próprio corpo comunica. Poucas vezes, estamos mesmo dispostos a nos ouvir. Parece que sempre há algo mais importante a fazer e deixamos de lado o silêncio necessário para essa reconexão com nossos sentimentos.

Somos realmente seres barulhentos. Nosso barulho vem não apenas das nossas palavras, da música alta ou do trânsito ensurdecedor das grandes cidades. Ele vem da nossa rotina pesada, que nos deixa sem tempo para pensar e organizar as ideias e os pensamentos. Ignoramos nossa própria voz, o que gostamos, o que não gostamos, até que um dia… explodimos! Seja em lágrimas, seja adoecendo ou dando um soco numa mesa.

Aprender a gerenciar suas emoções ao invés de lutar contra elas, pode ser uma melhor forma de aproveitar sua energia. Vale a pena investir em você.

A Dra. Susan David é autora do livro Emotional Agility (Avery, 2016) e fundadora do Instituto de Harvard / McLean de Coaching. Mais informações www.susandavid.com

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