Segundo o Sebrae em 2017, no auge da crise econômica, os números de estúdios de tatuagem cresceram em mais de 24% se comparado a 2016. E esses são apenas os negócios formais.

Em 2013, a Revista super Interessante fez uma pesquisa em redes sociais e descobriu que as mulheres representam 59,9% representam a maioria da população de tatuados, e os jovens entre 19 e 25 anos correspondem praticamente metade desse universo (49%).

Mesmo com os dados impactados pelo meio rede social, uma coisa é fato. É gente a beça tatuando o corpo.

Mas fica a dúvida. Será que essas pessoas sofrerão preconceito ao enfrentar o mercado de trabalho?

Há muita controvérsia nesse assunto. De um lado, os tatuados defendem a liberdade de fazer o que quiserem com o seu corpo e o direito à privacidade. De outro, os departamentos de recursos humanos têm perfis específicos para recrutamento, muitas vezes apoiados em códigos de vestimenta, etc. E aí? Quem tem razão?

Como a questão é complexa, é importante separarmos esse assunto em alguns tópicos. E eles não ficam restritos à tatuagem, mas tudo aquilo que é um pouco diferente, como cores diferentes de cabelo, dreads, etc.

1. Em cargos com maior exposição ao cliente ou ao público externo, a preocupação com a aparência é maior. O ponto aqui é que a pessoa representa a empresa. Desta forma, a aparência é sim importante. E infelizmente, julgamos pela aparência. Ou seja, em negócios mais conservadores, por exemplo, como um banco, um investidor será mais receptivo a uma imagem mais conservadora do que a uma imagem ultra moderna na hora de depositar seu dinheiro. E o contrário também é válido. Se entrarmos em uma empresa extremamente jovem e moderna e encontrarmos os funcionários com perfil “coxinha”, acabamos tendo o mesmo preconceito. E aí? Acha que não tem nenhum preconceito? Que isso é ultrapassado? Imagine um médico que fizesse uma cirurgia delicada no seu filho. Qual seria a aparência que você esperaria encontrar? Pois é… julgamos pela aparência.

2. Há muito exagero e invasão de privacidade excessiva? Por exemplo, será que eu preciso mentir que tenho uma tatuagem? Em alguns casos, não deveria nem ser perguntado. Se a tatuagem não é aparente, isso não é assunto para a entrevista.

3. Um outro mito é o das pessoas que relacionam o fato de ter tatuagens ou um visual mais moderno e diferente a ser criativo. Isso é mito. Pintar seu cabelo de arco íris e colocar piercings e tatoos não fará de você mais criativo ou inovador. O que acaba acontecendo é que um ambiente, onde as pessoas são criativas e inovadoras, impõem menos regras, dando maior liberdade a diferentes formas de expressão. Nessas empresas, ninguém irá se importar com sua tattoo. Possivelmente o entrevistador também terá um perfil mais descontraído.

4. Uma outra coisa interessante é a questão de se eu serei demitido caso faça uma tatuagem. Adoraria dizer que com certeza não, mas já vi tanta coisa doida no mercado de trabalho…. Aí irá depender de onde você trabalha, quais são os padrões da empresa, por exemplo. Você não perderá sua competência ao fazer uma tatuagem, com certeza, mas pode afetar sua imagem.

5. O mercado ainda é preconceituoso porque o mercado não é algo isento. Ele é formado por pessoas e pessoas têm preconceitos. Aos poucos isso vai mudando e hoje chama muito menos a atenção do que há alguns anos atrás.

6. De uma forma geral, as áreas da economia criativa são mais abertas e as instituições como bancos, seguradoras, hospitais são mais conservadoras. Não há uma regra clara, mas continua valendo o bom senso. O que será que estou comunicando com a minha imagem? É isso que preciso transmitir para o meu trabalho? Se não for… vale pensar duas vezes, ou na tatuagem ou no mercado que escolheu. O que for mais importante para você.

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