Participei de uma Pós Conferência. E isso me fez pensar um pouco sobre como tenho absorvido novos conhecimentos, e como isso se reflete em quem eu sou como profissional, e no produto que entrego para meus clientes.

Essa história começou  durante uma Conferência Internacional de Action Learning em SP. A conferência foi incrível, do início ao fim. Muito conhecimento, muita generosidade ao compartilhar informações, pessoas unidas por temas em comum, enfim, dias realmente produtivos. O clima foi tão inspirador que gerou uma vontade incrível de que mais pessoas pudessem conhecer o que vivemos.

E foi aí que decidimos por uma Pós Conferência. Simples, virtual, convidando pessoas que já conhecem o potencial do Action Learning. Nos dividimos e cada um organizou uma pequena apresentação de 10 min, sobre um dos temas preferidos, e programamos 5 minutos para perguntas após cada apresentação. E foi isso.

Ao preparar a minha parte, foi como um download de conhecimento. Tive tempo para sentar, anotar, reler o que escrevi, refletir sobre o que tinha vivido, por que isso tinha me impactado e por que queria que mais pessoas tivessem essa informação. Várias ideias, insights surgiram.

No dia da Pós Conferência, ao trocarmos informações e pontos de vista, mais riqueza de conhecimento. Novas ideias, novos projetos, mais aprendizado.

E tudo isso me fez pensar em como gerenciamos todo o conhecimento que adquirimos. Será que nos damos o tempo necessário para processar o que aprendemos, refletir e gerar mais conhecimento? Ou será que vamos lá, participamos de treinamentos, lemos livros e artigos, e deixamos tudo isso armazenado no sótão de nossos pensamentos, como aquela velha coleção de figurinhas, ou lembranças de uma vida que não nos cabe mais?

Sinto que às vezes lidamos com o conhecimento e novas informações como acumuladores compulsivos, e não curtimos o momento de deixar o aprendizado ganhar vida, se misturar com nossa realidade e virar algo que de verdade mude algo em nós.

É essa transformação do input em output, na realização de algo, que é o verdadeiro conhecimento. Quando colocamos o nosso saber a nosso favor e a favor de outras pessoas. Saber por saber lembra a máxima informação é poder. Mas para que informação se ela não puder gerar nada de positivo? Para que guardar as informações se elas não se transformarem em algo real?

Nessa experiência, aprendi que posso seguir alguns passos:

  1. Escolha bem o que quer aprender. O que faça sentido para você, não para o outro.
  2. Se participar de qualquer treinamento, esteja presente. Caso contrário você desperdiçou todo o seu investimento, seja financeiro, seja de tempo.
  3. Anote, participe, conheça, divirta-se. Maximize as chances de conhecer. Não só conteúdo, mas pessoas, histórias, formatos, etc.
  1. Ao voltar para casa, dedique um tempo para o “download” de informações. O que você fará com essas informações? O que você quer conhecer mais? O que você não precisa saber?
  2. Pense o que você quer fazer com o que aprendeu, seja compartilhar com mais pessoas, seja desenvolver um projeto, seja escrever um artigo. Gere algo a partir do conhecimento. Transforme o input em output.
  3. Compartilhe e registre os novos aprendizados.

Por Ana Paula Alfredo – Fundadora da Agrégat Consultoria – Especialista em Liderança e Desenvolvimento de Pessoas.

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